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Por que incentivo minhas filhas a praticar esportes?

Cresci em uma casa onde o esporte fazia parte da vida.
Meus pais esquiavam na água e na neve. Meu pai, maratonista e velejador. Minha mãe dança até hoje e segue fiel ao que chama de seus “30 minutinhos por dia” — seja nadando na piscina ou simplesmente se movimentando.

Eu e meus irmãos começamos a nadar com seis meses de idade e seguimos até os quinze anos. Não havia muita negociação para parar — e hoje agradeço profundamente por isso. A natação foi, inclusive, um belo remédio para a minha asma. Além dela, cada um de nós podia escolher outros esportes. Fiz oito anos de sapateado, jogo tênis há mais de vinte anos e corro há dezoito.


Hoje, minhas filhas também crescem cercadas de movimento. Maya e Naomi estão na natação e na ginástica desde um ano de idade. Maya faz taekwondo, karatê e ballet. Naomi aguarda ansiosamente a idade mínima para começar também.
E, nas horas livres: bicicleta, patins, skate.
Tudo de forma lúdica.
Seguindo curiosidades e interesses.
Nada forçado.
Nada mirando pódios ou olimpíadas.
Não é sobre isso.

É sobre diversão. Movimento. Descoberta.
É sobre desenvolver habilidades e respeito. Aprender sobre limites, perdas e conquistas. Experimentar a superação. Cultivar motivação e espírito esportivo.

Ao longo da minha vida no esporte e observando minhas filhas, percebi que cada atividade ensina algo diferente.
Na natação, aprendi sobre paciência e constância.
Na corrida, sobre perseverança.
No tênis, sobre timing.
No skate, vendo a Maya se aventurar, aprendo sobre ousadia — e sobre cair e levantar.
No patins, sobre equilíbrio e sobre soltar o corpo.
Na ginástica, vejo atenção e disciplina.
Na dança, harmonia e trabalho em equipe.
Nas lutas, respeito.

O esporte é uma escola para a vida.
E é exatamente isso que desejo para elas: que sejam ousadas, esforçadas e constantes. Que nunca tenham medo de cair — e de levantar. Que sintam orgulho de suas vitórias, mas também saibam aprender com as derrotas. Que respeitem seus oponentes, seus mestres e seus próprios corpos. Que compreendam seus limites, mas que também tenham coragem de superá-los.
Que sigam sempre em movimento.
Que sejam fortes, ativas, empoderadas. Que saibam competir, mas também apoiar. Que saibam lutar, mas também caminhar em equipe.
E que, acima de tudo, levem o espírito do esporte para a vida.

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